``Quero ser apenas um entre os milhões de brasileiros que resistem`` - Carlos Marighella

Sobre o evento

O Adote uma Memória é constituído na Escola Técnica Estadual Professor Agamenon Magalhães desde o ano de 2013. O projeto embora seja fruto primordialmente de história, não se prende a somente uma matéria e transpassa todas essas barreiras se transformando em algo interdisciplinar. O Adote é coordenado pela atual professora de história da instituição, Cíntia Sales, que trabalha em conjunto com um núcleo dedicado de estudantes que semana após semana se reúnem para montar pedaço por pedaço do que será a imensidão prestigiada em sua culminância no dia 25 de setembro.

O projeto em si tem o objetivo de resgatar memórias de vítimas da Ditadura Militar que aconteceu por um longo período de 21 anos no Brasil, transmitindo ainda mais conhecimento e um pouco de experiência do que foi passado por quem lutava pela democracia e pelo direito de ter voz na época, para que assim, os estudantes criem uma noção de humanidade e tenham a oportunidade de estuda de uma forma aprofundada sobre um período complicado da nossa história. Porém, o Adote uma Memória não se prende a este tema, já que no ano anterior foram ressaltadas memórias de caráter feminino, exaltando a resistência da mulher brasileira em diversos momentos distintos da história do nosso país. O projeto se baseia em uma ampla e profunda pesquisa sobre a vida e os atos de cada memória, na confecção de um banner sobre cada uma, na gravação de um vídeo e a organização de uma apresentação artística que fazem o projeto ter toda a relevância que possui até hoje, cinco anos após a sua criação. A proposta de promover o momento de encontro entre pessoas de duas gerações diferentes, com vivências e experiências de vida diferentes é importantíssimo para que se possa ser compreendido o que o Adote uma Memória quer repassar para cada estudante, a importância da liberdade, da democracia e do direito de cada ser humano se manifestar, ter um discurso e uma posição sem que seja agredido ou violentado por isto.

“É preciso não ter medo, é preciso ter a coragem de dizer. Há os que têm vocação para escravo, mas há os escravos que se revoltam contra a escravidão. Não ficar de joelhos, que não é racional renunciar a ser livre. Mesmo os escravos por vocação devem ser obrigados a ser livres, quando as algemas forem quebradas. É preciso não ter medo, é preciso ter a coragem de dizer. O homem deve ser livre… O amor é que não se detém ante nenhum obstáculo, e pode mesmo existir quando não se é livre. E, no entanto, ele é em si mesmo a expressão mais elevada do que houver de mais livre em todas as gamas do humano sentimento. É preciso não ter medo, é preciso ter a coragem de dizer.”
– Carlos Marighella

Adote no Youtube

Se você não conhece o adote essa é uma grande oportunidade de conhece-lo, e você pode também o assistir pelo Youtube, onde poderá conferir as apresentações, chamadas para o evento e entre outros vídeos. Se inscreva em nosso canal e nos acompanhe!

Programação

Horário Conteúdo
08:30 – 09:00 Abertura do evento
9:00 –  9:30 Intervalo da manhã
9:30 – 09:40 Relato de experiência do projeto
09:40 -10:00 Apresentação artística ”A golpista”
10:00 – 10:40 Apresentação da memória Soledad Barrett, interpretado pelas turmas de 1º Logística e 2º Logística A
10:40 – 11:20 Apresentação artística ”Amor Marginal”
11:20 – 12:00 Apresentação da memória Inês Etiene, interpretado pelas turmas de 1º e 2º de Manutenção e Suporte de Informática
12:00 – 12:10 Encerramento das apresentações do turno da manhã
13:30-13:40 Relato de experiência do projeto
13:40 – 14:00 Apresentação artística ”O que se cala”
14:00 – 14:40 Apresentação da memória Carlos Marighella, interpretado pelas turmas de 1º e 2º Mecânica
14:40 – 15:00 Apresentação artística ”Mandela”
15:00 – 15:30 Intervalo da Tarde
15:30 – 16:20 Apresentação da memória Frei Tito, interpretado pelas turmas de 1º Mecatrônica e 2º Logística B
16:20 – 16:35 Apresentação artística ”Tempo Perdido”
16:35 – 17:00 Encerramento

Sobre a edição 2018

O projeto Adote uma Memória 2018 é direcionado ao público estudantil, historiador e todos os interessados em se aprofundar nas histórias de quatro memórias imprescindíveis e absolutamente preciosas. Este ano, com todo o apoio da professora idealizadora do projeto na instituição, Analice Rocha, e com grande influência da professora organizadora do Adote esse ano, Cintia Sales. A sexta edição do Adote uma Memória 2018 voltará a sua essência padrão, retratando sobre a resistência de pessoas comuns que deram tudo de si na esperança de um futuro melhor!

A importância das memórias da sexta edição se dá em virtude de resgatar a essência de pessoas que não se calam diante de qualquer tipo de injustiça, que vai à luta mesmo sem acreditar totalmente na vitória, e que faz o bem sem ver a quem. Esses valores devem ser resgatados porquê infelizmente, o atual contexto sócio-político brasileiro enfrenta constantes atos de violência e preconceito sofridos pelos grupos de minoria em nosso país.

Essas quatro figuras conseguem representar a força que nossa população possuía em épocas distintas, durante uma mesma luta por justiça e por liberdade. Elas serão inesquecíveis e são totalmente necessárias na construção da nossa verdadeira história, com a participação de todos.

Bem-vindos à mais um ano de memórias, histórias e muita arte!

Memórias

Soledad Barrett

Inês Etiene

Carlos Marighella

Frei Tito

Depoimentos

“Até que ponto é possível o diálogo entre pessoas de idades distantes ser um momento de ensino, pesquisa e aprendizagem? É possível aos jovens de hoje reconhecer nas ações dos mais velhos, no passado, os seus benefícios no presente? Através dessas e outras questões que fui motivada à criação do Adote uma Memória. Fazendo assim, um projeto com o intuito de mostrar aos espectadores que o espaço de liberdade de expressão que vivenciam hoje, é fruto da força de uma história política relativamente recente, mas pouco conhecida. Assim, acreditando que o projeto, vivido em etapas de pesquisa e de produção, atendesse às necessidades curriculares dos estudantes e contribuísse na sua formação cidadã.”

Analice Rocha

Assim que soube do evento tive vontade de dar continuidade, pois trabalha com várias temáticas que são a minha cara. Trabalhar com memória é uma discussão importante para o campo da mesma: Memória não é apenas o que foi vivido, é também o registro que se faz sobre o vivido. Só que uma coisa é lermos sobre algo, outra dimensão é termos vivido determinado evento. Resgatar a memória dessas pessoas é como se voltássemos ao passado, porém, através do olhar desses personagens. Como coordenadora do projeto, espero dar continuidade; fazer os alunos refletirem sobre algumas temáticas e tentar sensibilizar os espectadores sobre os vários momentos de luta política dos personagens escolhidos.”

Cíntia Sales

Realização

Apoio

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