Ainda não é tarde para falar sobre o mês de prevenção ao câncer de mama, o Outubro Rosa!

31 out 2017
mucio
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Hoje, 31 de outubro de 2017, é o último dia do mês, porém, não é tarde para falar sobre o mês de prevenção ao câncer de mama. A cor rosa é simbolizada justamente pela luta mundial contra esse tipo de câncer que mata tantas mulheres, e inspira a participação da população, empresas e instituições públicas em prol desta causa. Em outubro do ano de 1983 quando uma corrida de cinco quilômetros pelas ruas de uma cidade nos Estados Unidos atraiu cerca de 800 pessoas para arrecadar fundos e chamar a atenção da população estadunidense para o câncer de mama, esse foi o marco que iniciou todo esse processo que se perpetua até os dias atuais.

 

Toda essa promessa de levar mais e mais mulheres a conhecer e combater essa doença foi promovida por Nancy Brinker, que havia visto a três anos atrás a sua irmã, Susan, morrer aos 36 anos de idade. Desde então, a Fundação Susan G. Komem For The Cure tem inspirado essa mobilização que já se perpassou em diversos países. Acessórios e laços cor de rosa se transformaram no símbolo uniforme da campanha por todos os cantos do mundo.

 

O movimento tem como objetivo alertar todos os riscos e a necessidade de um diagnóstico precoce em relação a esse tipo especifico de câncer, que é o segundo mais recorrente no mundo, perdendo apenas para o câncer de pele. O principal anseio dessa mobilização é lembrar a importância deste diagnóstico precoce, geralmente, a cada dez mulheres diagnosticadas três morrem segundo dados do Instituto Nacional de Câncer. Uma curiosidade que pode ser dita para quebrar alguns preconceitos ou fatores que fazem com que pessoas ignorem é que os homens também podem desenvolver a doença, mesmo que seja em uma incidência baixa.

 

O câncer de mama é o mais comum e frequente entre as mulheres, responde por 22% dos casos a cada ano. Se ele consegue ser diagnosticado e tratado de forma oportuna, o seu prognostico é relativamente bom, então não existe espaço para desespero. A doença é provocada pela multiplicação anormal das células da mama, formando um tumor maligno.

 

De acordo com alguns dados pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), 12.705 mulheres em 2010 morreram de câncer de mama, com o total de 12.852 óbitos e 147 homens. Era esperado para o país em 2013 cerca de 52.680 novos casos da doença, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. A taxa de mortalidade desse câncer no nosso país continuam elevadas, isso tudo porque a maioria dos casos é diagnosticado em estágios avançados, aumentando mais ainda a importância da prevenção. Segundo especialistas, o aumento de número de casos da doença está relacionado com o envelhecimento da população, a redução na taxa de natalidade e o aumento da expectativa de vida. Quando os sintomas aparecem, o câncer tem grandes probabilidades de estar em um nível avançado.

 

Algumas pesquisas envolveram a amamentação em relação a doença, segundo as mesmas, as mulheres que amamentam por mais de seis meses têm menos chances de desenvolver a doença devido a substituição do tecido glandular por gordura nas mamas. Isso tudo faz com que a amamentação se torne uma proteção natural.

 

Os principais sintomas da doença quase não são percebidos pelo paciente. Normalmente podem surgir alterações na pele que recobrem a mama, como abaulamentos ou inclusive retrações, até no mamilo, ou algum aspecto semelhante a casca de laranja. A secreção provinda do mamilo também é um sinal de alerta e o sintoma que pode ser palpável é o nódulo (caroço) no seio, acompanhado ou não de dor mamária, só lembrando que esses nódulos podem surgir também nas áxilas.

 

A prevenção da doença provém de evitar a obesidade, através de uma dieta equilibrada, sendo uma recomendação básica para prevenir o câncer, já que o excesso de peso aumenta o risco de desenvolver a doença. A ingestão do álcool, mesmo em quantidade moderada também é contraindicada por ser fator de risco, além das exposições a radiação ionizantes. Ainda não existe certeza se o uso de pílulas anticoncepcionais tem relação com o aumento do risco para a doença. Podem estar mais predispostas a possuir o câncer as mulheres que usaram contraceptivos orais de dosagens elevadas de estrogênio.

 

Lembrando, a mamografia é uma radiografia das mamas que é usada por um equipamento chamado mamógrafo. É feita uma compressão nas mamas para visualizar pequenas alterações, permitindo descobrir a doença na fase inicial. Toda mulher de 40 anos ou mais deve procurar um posto de saúde para ter as suas mamas examinadas por um profissional de saúde todos os anos. Entre 50 a 69 anos a mulher também deve fazer uma mamografia a cada dois anos. O risco de câncer de mama aumenta em relação com a idade.

 

O tratamento para um paciente de câncer de mama depende muito do estágio em que é encontrada a doença, bem como as condições da paciente. Quanto antes for diagnosticada a doença maior é o potencial de cura durante o tratamento. Existem duas modalidades de tratamento ao câncer de mama, o local por cirurgia e radioterapia e o sistêmico por quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica.

 

É essencial e muito importante que cada mulher acima de 40 anos se ligue nesse mês para fazer o exame, e sem medo, diagnosticar a doença de forma cedo, isso só aumenta mais ainda a chance de cada uma em curar essa doença e prosseguir a sua vida, isso não transforma um motivo de desespero diagnosticar a doença já com um nível avançado, já que existem chances para todos os tipos de estagio e a medicina a cada ano se aperfeiçoa mais ainda. O que nós devemos fazer é alertar a nossa família, amigos e amigas, revelar todas as curiosidades e contribuir na conscientização da população para com essa doença que afeta tantas mulheres e que só precisa de mais informação para ser diminuída no nosso país.