O mês de Novembro também é para conscientizar e combater o Câncer de Próstata!

30 nov 2017
mucio
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A campanha do Novembro Azul teve início no ano de 2003, na Austrália, quando alguns grupos de amigos tiveram a ideia de deixar o bigode, que na época estava bem fora de moda. Isso tudo cresceu e chamou atenção para a saúde masculina na época. No começo de tudo, 30 homens aceitaram a proposta e assim surgiu a Movember Foundation, uma organização sem fins lucrativos que buscava e ainda busca arrecadar fundos para pesquisar e auxiliar no tratamento do câncer de próstata e outras doenças que acometem os homens de forma frequente.

 

Conforme o passar do tempo, a campanha foi conquistando cada vez mais participantes até se tornar mundial. Hoje, ela é feita por mais de 20 países, e isso ainda é pouco para ter um resultado positivo e engrandecedor na população global. Durante o mês de novembro, os homens são encorajados a deixar o bigode crescer e as mulheres a participar da campanha usando a cor azul, escolhida para representar a ação e por isso o nome “Novembro Azul” foi escolhido no Brasil. Também vale salientar que no dia 17 de novembro foi o dia pelo qual se comemorou o Combate ao Câncer de Próstata em todo o globo.

 

A campanha chegou ao nosso país em 2008 pelo Instituto Lado a Lado pela Vida junto da Sociedade Brasileira de Urologia. Durante o mês, diversas instituições oferecem exames gratuitos ou com descontos e vários eventos são realizados para espalhar a ideia da campanha, contendo todos os símbolos da instituição. É muito comum ver prédios e monumentos serem iluminados com a cor azul, assim como acontece no mês de outubro.

 

O câncer de próstata é o tipo de câncer com mais incidente em homens. Vale lembrar que a próstata é uma glândula localizada abaixo da bexiga e produz 70% do sêmen, sendo indispensável para se obter a fertilidade. Ele é o sexto câncer mais frequente no mundo e o segundo mais mortal entre os homens. Estima-se que um a cada seis homens sofrerão esse problema no futuro e a cada 7,6 minutos um cada é diagnosticado, e, infelizmente, a cada 40 minutos existe um óbito por esse tipo de câncer. A maioria dos casos ocorrem com homens que possuem uma idade superior a 65 anos de idade, por isso os exames preventivos devem iniciar por volta dos 45 anos, especialmente quando existem fatores de risco como ser negro e ter o histórico do câncer na família. Os tumores normalmente crescem de maneira lenta, assim, muitos homens nem possuem sinal da doença durante a vida. E é salientador falar que no início o câncer de próstata não causa sintomas, portanto, 95% dos casos desse câncer já estão em um estado muito avançado já que os seus primeiros sinais aparecem tarde. Os sintomas que envolve são:

 

  • Desejo urgente e repentino de urinar
  • Dificuldade e dor quando se urina
  • Diminuição do jato da urina
  • Sensação que a bexiga não se esvaziou completamente ao urinar
  • Urinar em gotas ou em jatos sucessivos
  • Necessidade de fazer força para manter o jato da urina
  • Dor na parte baixa das costas ou na pélvis
  • Disfunção erétil
  • Dor ao ejacular
  • Sangue na urina ou no esperma
  • Fortes dores corporais e ósseas
  • Dor no testículo
  • Sangramento pela uretra
  • Insuficiência renal

 

O exame como muitas pessoas sabem é o toque, que é importante para a detecção precoce do câncer de próstata, o exame dura no máximo dois minutos e é indolor, não deixando sequelas e não sendo tão desconfortável quanto a exames do sexo contrário. Os homens normalmente temem o exame porque o urologista precisar introduzir o seu dedo no reto do paciente, e mesmo sendo um procedimento higiênico na qual se usam luvas descartáveis possuindo fatores que impedem a dor muitas pessoas tem o preconceito já que se precisa introduzir o dedo ao ânus do paciente. Porém, todos os homens precisam vencer esse preconceito já que o exame é necessário para prevenir outros bem piores e encontrar o câncer de forma precoce para que cada um não sofra tanto e para que essas estatísticas de óbitos e casos encontrados de forma avançada diminuem e até, em um futuro que esperamos ser não tão distantes, inexistentes.